A campanha lançada pela Pepsi surge em um contexto de forte disputa por visibilidade durante grandes eventos esportivos internacionais. Mesmo sem patrocínio oficial, marcas encontram formas criativas de se conectar com o público.
Em torneios organizados pela FIFA, os direitos comerciais são concentrados em patrocinadores oficiais, como a Coca-Cola, que possui exclusividade no uso dos símbolos. Diante dessas restrições, marcas concorrentes buscam alternativas criativas para manter presença junto ao público, sem infringir as regras e os direitos.
Nesse cenário, a campanha Pepsi Football Nation adotou uma abordagem indireta ao evitar qualquer menção ao torneio principal, focando em elementos que fazem parte da cultura do futebol. A narrativa explora discussões entre torcedores, opiniões divergentes sobre regras e costumes típicos de dias de jogo, criando identificação com o público sem depender de símbolos oficiais. Essa estratégia define um território seguro para a marca, permitindo a associação ao clima esportivo sem a necessidade de autorização.
A presença de atletas reconhecidos internacionalmente, como David Beckham, Vinícius Júnior, Mohamed Salah e Alexia Putellas, amplia o alcance global da campanha e reforça a conexão com diferentes públicos.
Além disso, a inclusão de uma ferramenta digital que altera os termos soccer e football em páginas da internet funciona como um recurso interativo que chama atenção e reforça diferenças culturais do esporte.
Esse tipo de iniciativa mostra a dinâmica do marketing esportivo. Mais do que presença oficial, o que está em jogo é a capacidade de gerar identificação e engajamento.



Autora: Natali Ferreira


