Curtir sem avaliar o contexto, fazer um comentário impulsivo e o silêncio mal calculado são exemplos de uma comunicação distraída. O que parece ser inofensivo nas redes, para alguém que atua na área da comunicação pode ser perigoso.
Manter-se neutro muitas vezes foi sinônimo de prudência, entretanto, o silêncio não é mais considerado seguro, virou declaração de indiferença. A ideia das grandes instituições para o ano de 2026 é revolucionar a comunicação, a União Europeia por exemplo, implementou o “Digital Corporate Accountability Act”, exigindo que empresas acima de € 500 milhões tenham protocolos formais de comunicação digital. Nos EUA, 40% das empresas do S&P 500 já estão criando cargos de Chief Communication Officer.
Para 2027, teremos mudanças ainda mais radicais: mecanismos de Inteligência Artificial serão capazes de detectar inconsistências comunicacionais em tempo real, analisando milhares de posts simultaneamente.
Como é possível perceber, a comunicação deixou de ser função do setor de Marketing e passou a se tornar competência executiva essencial. Investir em consultoria, treinamento e protocolos de crise não é mais uma opção. É um requisito básico para empresas inteligentes. Comunicar conscientemente virou vantagem competitiva. No mundo das redes, cada palavra importa, cada curtida conta e cada silêncio fala. Nesse contexto, a transformação da comunicação dentro de empresas, principalmente nas redes sociais. Mostra que atitudes que antes pareciam pequenas como curtir algo sem pensar, comentar por impulso ou ficar em silêncio, hoje podem gerar impactos negativos. A neutralidade, que antes era vista como algo seguro, agora pode ser interpretada como falta de posicionamento ou até indiferença.
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Autora: Natali Ferreira


