“A láurea é uma grande honra e, para mim, ela representa a consequência de uma trajetória vivida com dedicação — mais do que um objetivo. Depois de quatro anos, noites em claro, lágrimas e gargalhadas, sessões de terapia, insights e bloqueios criativos, conexões, descobertas, dúvidas, mudanças e desafios, focar apenas na linha de chegada não traduz a construção real que a vivência da Universidade me proporcionou.
A excelência, ao meu ver, nasce do envolvimento genuíno com o que se vive, com constância — não perfeição. Mas para isso é necessário estar aberto a viver a experiência. E não digo isso de um modo lúdico, pelo contrário, me refiro a viver estando consciente da entrega do seu melhor possível.
Durante os últimos quatro anos eu estive determinada a viver cada momento dessa jornada, com o privilégio de fazê-lo intensamente, graças ao apoio essencial da minha família. O espaço na academia foi ocupado por mim com orgulho e consciência, pois sei que minha presença carrega consigo o reflexo das lutas e conquistas de tantas (e tantos) semelhantes a mim que, por tempo demais, não puderam ocupar este lugar. Como diz Maya Angelou: ‘Eu chego como uma, mas eu trago comigo dez mil’.”


